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Nossos Serviços - Investimentos Imobiliários

Se a hora de crescer chegou para você dispomos de sugestões e soluções do tamanho de seu sonho e de suas possibilidades.

Contrato entre Terreneiro e Incorporadora

Um incorporador está interessado em construir no teu imóvel?

Surgiram dúvidas sobre como formalizar a negociação?

Vou  rascunhar aqui algumas informações que podem responder, ao menos em parte, estas questões.

 

Antes de tudo, a documentação do imóvel e das partes envolvidas deve ser conferida à exaustão, assim, como se devem analisar as características do solo e as questões ambientais e urbanas, mas digamos que todas estas barreiras sejam ultrapassadas e as partes tenham se acertado acerca do valor da negociação, vou sugerir algumas transações possíveis.

1) Pagamento por Permuta
A opção mais usual para esta situação é o terreneiro permutar o valor do terreno por unidades edificadas, para tanto as partes farão um pré-contrato de compromisso de compra e venda (uma espécie de 'contrato de  gaveta'), em seguida quando a incorporação estiver apta a ser registrada a incorporadora emite uma Nota Promissória pro soluto e subscreve um contrato de compromisso de compra e venda.

Paralelamente à escritura de compra e venda é firmada uma confissão de dívida com pagamento em moeda corrente do valor ou através de dação de pagamento - caracterizando a permuta, neste último caso.

Outra opção é a da permuta com torna, na qual o incorporador disponibilizará algumas unidades mais "x" reais de pagamento pelo terreno - tudo ajustado na confissão, com o que o registro do imóvel fica limpo para o incorporador seguir seu rumo.

Nesta opção o terreneiro pode ficar liberado, pois se protege frente a terceiros por defeitos da obra ou danos que a edificação possa causar aos compradores das unidades.

No entanto, se o terreneiro pretender que o pagamento do terreno se dê através da entrega de 'y%' do faturamento, aparentemente o terreneiro ganhará mais, no entanto estará inserido no risco do negócio e, deve, pois responder por ele.

2) Pagamento Mediante a Criação de uma SPE
A incorporadora e o terreneiro se unem e criam uma sociedade de propósito específico, comummente chamada de SPE.

A SPE terá um CNPJ próprio, portanto obrigações e direitos bem identificáveis.

O terreneiro e o incorporador, cada qual receberá sua parte, conforme ajuste acerca da distribuição dos lucros.

A vantagem da SPE é que esta negociação é bem vista pelos bancos, portanto com ela o incorporador conseguirá melhor seu acesso a linhas de crédito para realizar a obra.

3) Por Mandato
Esta forma também é conhecida como sociedade em conta de participação. Embora se utilize o termo sociedade, na verdade não há uma sociedade personificada, pois ela somente terá validade com relação aos sócios.

4) Consórcio
A empresa e o terreneiro com a  criação do consórcio têm suas obrigações bem distintas e agem com transparência, pois o consumidor sabe qual empresa é a líder. O que atribui transparência e muitas vezes prestígio ao negócio.

O fisco também se beneficia desta transparência, pois cada parte terá uma situação tributária bem distinta uma da outra.

5) Contrato para Construção do Programa MCMV
No programa Minha Casa Minha Vida (MCMV), há procedimentos distintos:

- para imóveis comercializados na faixa salarial de 0- 3 salários mínimos: quem compra o terreno é a caixa Econômica Federal, a qual paga o valor da avaliação diretamente ao terreneiro e ao incorporador o valor da edificação;

- para imóveis destinados aos consumidores com faixa salarial de 3-10 salários mínimos: o procedimento é norma, porém com um ente financiador, o qual paga o terreno diretamente ao proprietário e o edificação ao incorporador.

A vantagem de pagar direto ao terreneiro é vantajosa ao incorporador, o qual se assim não fosse teria um aumento da PIS/COFINS.

Nesta hipótese de negociação pode acontecer da CEF avaliar o terreno num valor inferior ao pretendido pelo terreneiro, como resolver este impasse?

Bom eu repasso a sugestão do Professor Marcelo M. de Almeida, o qual sugere formular um contrato em paralelo entre o incorporador e proprietário, através do qual o terreneiro receberá do incorporador o pagamento de até X reais por metro quadrado, no caso da CEF avaliar o imóvel por preço inferior ao pretendido.

As sugestões estão ai, basta agora identificar o perfil do terreneiro e do incorporador para saber, qual opção seguir.

Silvia Letícia Tenfen Goedert

 

 

Fundo de Investimento Imobiliário e Benefício Fiscal

O mercado imobiliário brasileiro promete alegrias aos investidores e creio mesmo que estejamos apenas no início do crescimento.

A pujança do mercado imobiliário brasileiro progride por questões ligadas à economia, e pelos benefícios pelas leis que regulamentam o setor.

Uma legislação favorável aliada ao cenário econômico aquecido justifica o crescimento do mercado imobiliário.

As inovações no setor são sentidas desde as alterações na lei do inquilinato como na possibilidade de investir no setor através da aquisição de cotas de um Fundo de Investimento Imobiliário (FII) ou através da aquisição de Certificados de Recebíveis Imobiliário (CRI).

Dentre as ideias mais difundidas está a do FII, muito difundida em São Paulo pelo famoso Fundo de investimento imobiliário do Shopping Higienópolis, o qual se sagrou no mercado como sendo legitimamente rentável.

A rentabilidade neste caso advém tanto o mercado imobiliário como pelo incentivo fiscal concedido às pessoas físicas que adquirem cotas do FII, as quais podem obter isenção no pagamento do IR sobre as receitas advindas de tais fundos.

É bom dizer que a isenção é estabelecida às pessoas físicas, no entanto, para sua concessão é necessário que o fundo de investimento apresente algumas características específicas, tais como:

  • que o FII  possua no mínimo 50 cotistas,
  • que as cotas sejam negociadas em bolsa de valores ou no mercado de balcão;
  • que o investidor ao pretender a isenção na sua declaração se ajuste anual não seja o titular de mais de 10% do total das cotas emitidas pelo FII, nem  lhe será concedida a isenção caso suas cotas lhes dê o direito ao recebimento de rendimento superior a 10% do total de rendimentos auferidos pelo fundo.

Observadas as ressalvas acima, a isenção será concedida e enfim será possível obter a tão esperada renda sem a incidência do faminto IR.

O Fundo de Investimento Imobiliário (FII) é hoje objeto de estudo e interesse de muitos empresários, profissionais liberais e boa parte deste interesse se justifica ante os altos índices de rentabilidade do referido investimento.

É cediço, que não existe dinheiro fácil e creio deste não é o caso. Certo é que aquele que pretende investir em FII deve se preocupar com a credibilidade e competência dos administradores do FII, pois a diligência da gestão determinará a possibilidade  de lucros e até mesmo a possibilidade da obtenção ou não de isenção do IR.

Cientes de que em caso de prejuízos o cotista se verá na obrigação de arcar com os prejuízos do fundo na proporção de seu capital.

Os incentivos fiscais estão dados basta que se cumpram os requisitos para deles usufruírem.

Silvia Letícia Tenfen Goedert

 
 
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